uma garota nostálgica
Sexta-feira, Dezembro 30, 2005
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"..." - ...
Não há música para o tema de hoje...
Há dois anos eu era uma pessoa completamente diferente. Às vezes penso que sou a mesma de sempre, mas no fundo sei que isso não é verdade. Apesar da mesma cara de sempre, a mesma da adolescência, da infância - aquela que sempre me irrita por ser tão sempre a mesma, sem alterações distingüíveis e sempre tão sonsa - sei que meu interior se alterou um bocado após o início dos tempos da faculdade.
Ah... a faculdade...
Não sei bem o que ela me fez... o que alterou em minha essência. Ao certo, não posso afirmar. Mas a mudança foi positiva e negativa, isso, sim, é fato.
O que ganhei de bom? Bem... o quê?
Mmm... talvez amadurecimento, conhecimento ( ? - mais em relação a experiências humanas que em aprendizado arquitetônico ), força, razão (se é que isso é bom).
O que foi tirado de mim? O que me fez mal? O que não pode ser reposto?
Ah... isso eu sei bem! Sei que boa parte do sonho se extingüiu, da ilusão, da esperança. Sei bem que aquelas amizades de antigamente se foram para sempre (pelo menos, boa parte delas). Pessoas que me faziam tão bem já não estão mais ao meu lado, já não se importam mais. E o pior: não posso culpá-las por nada disso, pois sei que tive, também, uma boa parcela de culpa. Sei que, muitas, muitas, muitas vezes agi como se não me importasse, também. Não mostrei o quanto me importava com elas, "não tinha tempo" para dar-lhes atenção, nem em forma de palavras, nem em vizitas amigáveis. É terrível a sensação de saber que provoquei esse esquecimento, esse desdém, essa repugnância, essa raiva...
A faculdade foi minha prioridade durante esses dois anos. Era, antes, um sonho que eu pensava ser irrealizável. Talvez por isso eu tenha dado tanta importância a ela, ao sonho milagrosamente realizado, à idealizada Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Mas levei um balde de água fria na cara. Muito do que esperava, não era real; e aquilo que nem esperava existir, se fez presente e me ensinou
.
E agora? Na hora do balanço, o que posso concluir? Valeu a pena? Está valendo a pena? Exclusão social, perda de amizades, depressão, desgosto, tristeza, choro, esforço, sufoco, desespero, desilusão... (Sinto-me deslocada, perdida...)
Na esperança de uma melhora, tenho deixado a vida me levar. Para onde? ... ... ...
O que tem que ser, será. Para que pensar tanto e me remoer? Dane-se, já não me importo mais (ou, pelo menos, me esforço para não me importar... acho que falhei novamente).
postado por: CAMILA BELLATINI 4:12 PM Comments:
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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
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"Poente" - Nelson Ayres
Hoje à noite fui à Feira Hippie do Centro de Convivência com a minha mãe, porque depois íamos assistir a um concerto lá mesmo. Ao andar por entre as barracas, lembrei-me das vezes que passeei pelas feiras de artesanato de São Paulo com a Carol, minha ex-amiga de apartamento. Parece que foi ontem, mas já faz um bom tempo...
Íamos sempre à feira de antigüidades da Praça Benedito Calixto à pé (aos sábados), à feira do Shopping Center 3, na Paulista (aos domingos), à feira do vão do MASP... em suma, éramos freqüentadoras assíduas de todos os tipos de feiras... uma vez fomos numa feira dos anos 80 (meio miada, até), que nos rendeu batons do arco da velha (aqueles em forma de morango, para crianças) e algumas guleseimas que não se encontram mais nas lojas.
Que estranho pensar em São Paulo sem pensar na Carol! Ela vai fazer falta, aliás, já está fazendo... não é todo mundo que gosta de sair de casa simplesmente pelo fato de viver em São Paulo, uma cidade dinâmica com diversas, infinitas opções de lazer e cultura. Nem mesmo os paulistanos sabem valorizar a cidade que "possuem", ou melhor, a cidade que os abriga, os acolhe, os "possui"...
Mas a vida é tudo isso... saudades, lembranças, risos, choros, depoimentos melancólicos depois de um dia duro e durante a madrugada, horas de bate-papo no Frans Café da rua de trás (conversando com a pessoa que mora com você), baladas miadas em dupla apenas, desabafos, críticas, confissões... Tudo o que a Carol deixou na minha memória, tudo que não será reposto. Um mundo de verdades que ficou pra trás, que foi vivido uma vez. Ensinamentos que durarão para toda a vida e que serão contados aos netos, e bisnetos, e tataranetos... Lições de experiência humana que só aos sensíveis faz sentido...
Dedicado às pessoas românticas, àquelas que entenderão a mensagem... Aos que temem o fim do amor e da verdade e da fidelidade... à todos que me entendem... e à Carol, uma amiga verdadeira que me ajudou a "madurar" (huahuha, essa é pra sua mãe! Lembra? Antigo dilema... uahuahuh).
"talvez eu seja o último romântico dos litorais desse Oceano Atlântico"... será? Alguém se manifesta para dizer o contrário? Favor apresentar provas!
postado por: CAMILA BELLATINI 12:58 AM Comments:
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Sábado, Dezembro 17, 2005
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"Sweet Home Alabama" - Lynrd Skyrd
Bom, acho que todos os meus tópicos terão músicas como pano de fundo...
Essa aí eu estou ouvindo agora... me inspirei e cá estou!
Ela me lembra os velhos tempos, quando eu era uma fanática alucinada por Hanson, e achava que eu ia casar com o Taylor... A Paty sempre vinha aqui em casa, ou eu ia na casa dela... A gente SÓ falava de Hanson, assistia os vídeos, comemorava os aniversários dos 3... e falava da família deles como se fosse nossa (bom, não que eu não faça isso atualmente, eu não disse isso, hein!). Era muito bom! Claro que eu nunca deixei a escola de lado por eles, tanto é que no dia do show de 2000 eu fui pra aula de manhã (pasmem!). Mas tempo livre era igual a Hanson naquela época. E como era bom! Eu tinha amores platônicos e intensos, e o Tay era o cara mais perfeito do universo (isso ele ainda é!).
Acho que esse momento me deixou muitas lições, que me guiam até hoje na minha vida... nosso passado diz muito sobre nosso presente, não há como negar...
Meu passado explica o porquê de eu gostar de: cabeludos, rock, falar com garotos, meu irmão, instrumentos, música, BRÓCOLIS (ahuhauhua, Puff Brócolis!), Hanson (Duh! - época que eu ia sempre pra Rio Claro na casa dos avós e tios e primos....), Beatles, Alanis Morissette, arquitetura, animais, sons, cheiros, superfícies, água, comidas saudáceis, regime (yéct!), filmes... piano, pessoas sensíveis, românticos... enfim, amor!
Tudo se resume à AMOR! E isso é tudo que precisamos para viver! Não é?
"All we need is love"...
postado por: CAMILA BELLATINI 12:12 PM Comments:
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Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
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Olá...
Já começo relembrando um momento de 2001, ao som de "Piece of My Heart" - Janis Joplin.
Logo que chegamos ao hotel, em Orlando, depois de muitas, MUITAS horas o procurando, pude me deitar sobre a cama, num ambiente bastante fresco por conta do ar condicionado. Que sensação maravilhosa a de se deitar num ambiente gelado após passar várias horas sob um sol escaldante do verão equatorial da Flórida!
A primeira idéia que tive foi ligar o walkman, meu companheiro de viagem dos tempos quando diskmans ainda não eram tão acessíveis... E eis que a única rádio que tocava algum tipo de som melódico - pois todas as outras sintonizáveis exibiam vozes sem acompanhamento musical, apenas conversas ou propagandas, não sei ao certo (eu não entendia inglês muito bem naquela época...) - estava tocando essa maravilhosa música... Piece of My Heart, na voz de Janis Joplin (e não da banda Hanson, como de costume...)...
Bons tempos esses passados... sem preocupações, sem ressentimentos, sem traumas nem obrigações... e nem faz tanto tempo assim...
Tudo mudo, o tempo todo, no mundo...
Camila Bellatini
postado por: CAMILA BELLATINI 2:40 PM Comments:
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